Monday, February 13, 2012

Um "insight" sobre confiança

Há várias frases famosas que falam sobre confiar nas pessoas. Uma delas é "confiança é fácil de se perder e difícil de se recuperar". Outra mais radical é "confiança só se perde uma vez", e por aí continuam as mais radicais.

Se você pensar pelo lado menos radical, você corre o risco de tirarem proveito de sua boa vontade e compaixão. Porém, embora eu duvide muito nos dias de hoje, existe a possibilidade de a pessoa realmente se arrepender, aprender com os erros e nunca mais cometê-los novamente. Esta última seria a função mais construtiva do perdão, por assim dizer.

Se você for pelo lado radical da coisa, em geral você irá se decepcionar pra sempre com aquela pessoa sem sequer considerar a hipótese dela se redimir. Talvez ela até mereça isso, pois existe gente que nasce ruim mesmo.

Como eu sempre tento entender todos os lados da coisa, resolvi tomar uma postura bem relativa com cada situação e acabei criando uma classificação de confiança pras pessoas. Isso serviria de referência para seu modo de agir com aquela pessoa. Já vou explicar o que quero dizer com isso.

A idéia que tive foi que você pode definir graus de confiança para cada pessoa ou grupo de pessoas em sua volta. E se basear nisso para escolher o nível de informação ou de relacionamento que você tem com aquela pessoa. Existem pessoas que já nascem com instinto pra essas coisas e acabam executando essa minha idéia automático. Se você for uma delas, vai achar esse texto somente uma confirmação do que você já pratica.

Nada melhor do que um exemplo pra explicar uma idéia. Então vamos a ele: considere que uma pessoa lhe disse que fez algo. Pronto. Há como classificar de 4 maneiras essa situação, pois existe uma "distância de confiança" entre o que ela (a pessoa) lhe disse que fez e o que ela realmente fez. Ou seja:

1) Ela disse que fez, porém não fez;
2) Ela disse que fez e realmente fez;
3) Ela disse que não fez, porém fez;
4) Ela disse que não fez e realmente não fez;

Pronto. Dito isso, você escolhe que tipo de relacionamento você quer ter com essa pessoa. As pessoas que agem com as situações 1) e 3) ou com todas elas, não são recomendáveis para ter relacionamento sério em qualquer nível. Porém, você pode manter um relacionamento onde nada depende do que essa pessoa falar e não deixar vazar informações suas pra essa pessoa.

Para pessoas que agem única e exclusivamente com as situações 2) e 4), aí sim, você pode elegê-la como melhor amigo(a), namorado(a), etc.

E agora o último ponto pra completar a idéia é como descobrir se a pessoa se enquadra nessas situações. Simples, testando mesmo. Porém, como você está consciente de que aquilo é um teste, SEJA também um teste. Ou seja, não invista tudo antes de classificar.
Feito isso, pode aproveitar de acordo com o que aquela pessoa merece receber de você.

A arte de discutir

Eu sempre quis escrever sobre discussão. Só que tenho medo de ser completamente mal interpretado ao fazer isso. Portanto, faço um gigante apelo para que leiam este texto da forma mais não-interpretativa possível, pois tudo que eu quero dizer estará escrito "por a + b" neste próprio texto. E este texto não é resposta para nenhum evento que tenha acontecido ultimamente nem nada. Eu sempre quis escrever exatamente o que está aqui e só fiquei adiando e adiando, mas acho que agora não vai ser mal interpretado.

Começando pela conclusão: discutir só pode ser uma arte. Sabe aquela coisa que existe toda uma linguagem própria para ser utilizada para um determinado fim, como desenhar, pintar, escrever, etc, mas cada um interpreta de um jeito diferente? Tem artista que tenta ser altamente objetivo naquilo que quer transparecer para quem vê sua arte, mas mesmo assim ainda existem aqueles que interpretam de outro jeito ou que se inspiram de maneira diferente.

Chega a ficar preocupante quão crítico está ficando se expressar, seja lá qual for a forma escolhida. O critério para o bom andamento de uma discussão, não deveria, mas está totalmente atrelado ao quão próximas estão as idéias dos envolvidos. Ou seja, a discussão só continua se todo mundo tiver concordando. Aí se torna aquela masturbação mental de um dizendo uma coisa sabendo que o outro já vai concordar e assim vai.

Se por acaso houver grande discrepância entre as idéias dos envolvidos, começa a interpretação total. Completamente interpretação. A pessoa fala que é ruim quando a cor preta é colocada somente no quadrado amarelo e o outro entende que todas as cores são ruins em todos os círculos existentes. A partir daí, a segunda pessoa começa a reclamar das cores dos círculos para primeira pessoa e chegamos na primeira situação ridícula de uma discussão que pode tomar dois rumos:

1) A primeira pessoa é sensata e percebe que a segunda está se equivocando ao entender errado e tenta repetir sua idéia de modo a esclarecer o que foi dito.
2) A primeira pessoa é tão louca quanto a segunda e reclama que sempre odiou círculos na vida e que merecia que todos fossem azuis mesmo.

Partindo de 2), não precisa nem comentar o que acontece, pois é trivial (Big Bang). Agora, partindo de 1), podem ocorrer mais duas outras situações:

3) A segunda pessoa chega a compreender a verdadeira idéia que a primeira queria dizer, após ter repetido.
4) A segunda pessoa continua falando dos círculos e desviando totalmente a situação.

Se por acaso a situação 1) ocorrer seguida da 3) e isso sempre acontecer, a discussão flui normalmente. Mas se por acaso, ocorrer 1) seguida de 4), o mais sensato seria a primeira pessoa sair da discussão. Porém não é o que sempre acontece. Se a primeira pessoa perceber a superioridade em sensatez e tentar fazer com que a segunda perceba sua idéia de qualquer jeito, pronto, o problema está formado.

Agora todas as situações ridículas poderíam ser evitadas se sempre as pessoas procurassem entender o que o outro está tentando dizer pelo que ele falou e não pelo que acham que ele quis dizer com o que ele falou.Vale ressaltar que lógico que conversas de fundamentos generalizados vão existir. Como discutir em termos gerais sem detalhar muita coisa, somente para chegar ao ponto de modo geral ou à grosso modo de alguma coisa. Nesse caso, se todo mundo tá discutindo de modo geral e chega alguém querendo detalhar a conversa, vai gerar atrito e desequilibrar a coisa toda.

Minha opinião pessoal sobre o motivo dessa questão das pessoas interpretarem discussões é a má educação em língua portuguesa. Isso é um assunto pra outro texto, mas chega a ser crítico a enorme deficiência dos alunos de ensino médio pra baixo que não sabe responder questões de texto não-interpretativo. É como se o aluno interpretasse 100% dos textos e não distinguisse narrativo de dissertativo e etc.

No fim das contas, quem disse que toda discussão tem que terminar com todos concordando? Nada disso. Pode acabar do jeito que começou, simplesmente. E aí discute de novo depois. Pode acabar sem chegar a lugar nenhum de novo? Por que não poderia? Discute de novo! Quanto mais difícil for chegar num acordo, MELHOR a qualidade dos que estão discutindo! Uma hora, de um jeito ou de outro, após dias, meses, anos, vai chegar num ponto de concordância e a partir dele vai acontecer o que deveria ser o objetivo de 100% das discussões e uma das coisas mais bonitas que existe: a evolução do pensamento.

Thursday, September 15, 2011

Trair ou não trair?

Tava lá o grupo de amigos discutindo besteira no meio de uma aula não muito interessante. Conversa vai e conversa vem e o assunto traição começa a ser discutido. O assunto começa com um exemplo de uma mulher que acabou o casamento de muito tempo após saber do marido tê-la traído. Consenso da maioria que isso não era motivo pra tanto. Pois é, consenso da maioria menos eu, que discordei automaticamente e ao longo do texto tentarei explicar o porquê e qual o princípio por trás do que penso.

A conversa vai mais além e se começa a especular possíveis traições que um pai possa ter cometido à sua esposa (a mãe). A frase considerada óbvia por todos os envolvidos, menos eu, foi de que todo pai (isso mesmo, todo inclusive o seu e o meu) tería todos os motivos pra trair a sua esposa (sua mãe e a minha também). Isso com os exemplos mais mirabolantes de acontecimentos citados como argumentos. Porém, uma mãe não poderia fazer o mesmo com o pai, pois o mundo é machista.
Diante desse cenário, eu obviamente fui motivo de charcota. Onde já se viu um filho imaginar que seu próprio pai poderia ter sido fiel à sua mãe durante a vida toda? Sería muita inocência não é mesmo? Talvez.

Eu parto do princípio que meu pai não me ensinaria a noção de respeitar uma mulher se ele mesmo não o fizesse com minha mãe. Além disso, mesmo que um dia eu descubra que ele a tenha traído, isso não seria motivo pra que eu também fizesse o mesmo. Pois desrespeitar uma mulher será uma coisa que nunca farei, independentemente se o mundo ao meu redor o faz.

Entre alguns argumentos citados como troféus foram que a própria mulher pode trair o homem que não a trai. Outro argumento considerado mais forte ainda foi que falar é fácil, porém, "na prática" a coisa muda.

Esses argumentos foram direto pro lixo do meu cérebro no momento que entraram pelos meus ouvidos. Uma coisa óbvia pra isso é eu saber que se uma pessoa prega e executa o desrespeito com os outros, aumenta exponencialmente a probabilidade de ela ser desrespeitada por outra pessoa. Motivo? O mesmo. Óbvio, é recíproco.

E porque eu penso assim? Religião? Não, pois não tenho mais isso há tempos. Penso assim porque espero que também o façam comigo. Simples. Eu te respeito e você me respeita.

E se um dia eu me deparar numa situação de uma mulher se jogar pra cima de mim e tudo contribuir para que eu traia? O que fazer? Negar? Fácil. Negava muito, mas muito fácil. Se eu estou com relacionamento sério com alguém é porque eu decidi estar nesse relacionamento. E se um dia uma mulher me trair? O problema aí seria unicamente DELA, não meu. Ela me perderia pra sempre obviamente. Cabe a ela avaliar se vale a pena.

Estamos em 2011 e ainda existem pessoas que acham que existe argumento pra traição. É uma grande decepção.

Sunday, August 14, 2011

Para o meu pai, o presente sou eu mesmo.

Eu podia ter comprado alguma coisa cheia de valor, entregar na sua mão e depois você deixar pra lá no canto da casa depois de alguns dias. Mas já que você mesmo me criou (junto com minha mãe, senão ela me mata) do seu próprio jeito e eu aprendi tantas coisas, entre elas a criatividade, vou pelo menos usar essa criatividade também do meu jeito pra tentar te deixar feliz nesse seu dia.

Cá estou eu mais uma vez fora de casa, longe de todo mundo num dia de comemoração especial. E a culpa disso tudo é nada menos do que sua! Quem mandou não limitar minhas habilidades e inteligência sendo um pai flexível e compreensivo, deixando seus dois filhos crescerem com toda a capacidade de usar seus talentos livremente da maneira que bem entenderem? Pois é, acabei virando engenheiro eletrônico e ganhei um monte de oportunidades na vida pra viver cada vez melhor. E aí fiquei um pouco longe fisicamente. Porque afinal de contas, você sempre vai ser meu único pai e eu serei sempre seu primeiro filho (para Arlan: muaahahahha).

Dizem que os melhores mestres são aqueles que passam todo o conhecimento que tem para seu discípulo e ainda estimulam nos seus discípulos as capacidades e talentos que o próprio mestre não tinha. É uma coisa que se você prestar atenção, quase impossível de se conseguir por vários motivos. O principal deles é que é um risco muito grande do discípulo se voltar contra o próprio mestre se por acaso dominar algo que o mestre não domina.

Voltando pra pais e filhos, podemos considerar quase que da mesma forma. A diferença é que um mestre pai é muito mais do que qualquer outro mestre. É o mestre dos mestres. Aquele que ensina com o sentimento mais puro que existe: o amor. É esse tão conhecido de tanta gente, mas executado por poucos. E como filho desse grande mestre que você é e com certeza vai continuar sendo, só posso dizer uma palavra: obrigado.

Tudo que sou hoje você teve quase que 100% de influência, porque dos 24 anos de vida que tenho, vivi 23 ao seu lado, enchendo seu saco e muito mais do que isso, exbravejando brigas e mais brigas por coisas inúteis. E você permitiu todas essas confusões e todas as minhas besteiras, sempre me guiando, sem me deixar perceber, pra o melhor caminho. Claro que muitas vezes você pode não ter tido um conhecimento especialista em tudo que eu falo, mas só em você me permitir falar e crescer cada vez mais em algo que você mesmo não conhece, já o faz incrível.

Eu falei que vivi 1 ano longe de você e estou agora para viver outro. É, parece que alguém está ficando independente. Mas não é simplesmente independente. É independente com estabilidade profissional e pessoal. É independência com consciência do mundo que está ao meu redor. Independência com toda a sabedoria que eu tive acesso e fui estimulado a ter pra chegar até onde cheguei e vou chegar.

Pra não usar mais palavras, já usando: Feliz dia dos pais, papai.

Arthur Liraneto



Thursday, December 9, 2010

Back to Facebook, having never left it.

Okay. I've talked with some people about my leaving on Facebook and I got one thing to think about. I would be right in rejecting using a website which profits from a stolen idea. However, what if I'm also contributing to decrease all the benefits Facebook has brought to so many users around the world? That's the point. What if all the good things Facebook has brought to people overpass the fact it has been an stolen idea? Would the real creators of "HavardConnection" be able to manage the tool to become such a good thing? Surely, we'll never know this.

What we know so far is that considering the deal between the actual Facebook owner and their creators, it has gave many advantages to society. Professionally speaking, the creators of "HavardConnection" would need a really impressive talented guy to work for them anyway to make things happen. Maybe, if Mark had never stolen their ideas, Facebook would have never been created at all.

When getting to knowing an idea was stolen, a careful analysis has to be taken into account. I mean, if an idea comes to someone who is completely incapable of making it real, what difference does it make? That's nothing, actually. Science fiction writers would be billionaires though.

Not giving the credits to the person who has not made it happen would be as fair as not giving a science fiction writer the Nobel prize for everything implemented 50 years later.

The Social Network

I've just watched this film on the cinema and came out with two conclusions (tell me yours):
  • The film is awesome!
  • Its story is bullshit!
Thus, this entire post is referring to Facebook. Before today, I was just an ordinary user of Facebook and I have to say it is a good website for those who want to use it. The point of sharing personal information to everybody and for free has always been the dream of all publicity companies. It is straight forward to come out with this. Companies are wondering what their consumers want to buy or what are they changing tastes about. And yes, here comes Facebook putting in their hands all what they need. That is one point of view.

Another one, is what Facebook was meant to be, who made it and what are we encouraging by using it. If half the information contained on "the social network" is true (probably much more than that is), I don't feel exciting about encouraging the success of an stolen idea. Besides, the Facebook "implementator" - I will call him like that - has never had the profile of a Facebook user (who normally have friends). So, he would never want to create something he would not be good at using, unless there was an extraordinary reason. This man had an awful college social life and he would made everything to get out of it (is it an extraordinary reason to you?), even steal an idea to become millionaire and betray his only friend. I don't think it's something good to encourage.

After all, how was life before the Facebook and other social networks? Was it better or worse than now? Were we able to live without social networks on the internet? What difference does it make if someone does not have it? That's what I'm about to discover.

Wednesday, December 8, 2010

Back to blogging

Here I am writing on my blog again, after a couple of years (close to that). I just wanted to point out that I'm about to delete all my social networks accounts and it will be the subject of my next post on this blog. If you want to know why would someone delete a facebook or a facebook-like account, come back soon.